5 traumas financeiros na infância

5 traumas financeiros na infância
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Sofrer com traumas financeiros é mais comum do que imaginamos. Talvez você até tenha um, mas não sabe como enfrenta-lo ou identifica-lo.

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A verdade é que eles existem e podem ser muito prejudiciais, nos impossibilitando de crescer financeiramente e alcançar a nossa prosperidade.

E muitos desses traumas acontecem em um período de que pouco nos lembramos. Mas isso não quer dizer que não deixa marcas.

A infância é o momento em que estamos atentos a tudo ao nosso redor.

Observamos, aprendemos, estudamos e repetimos comportamentos que vivenciamos.

Por esse motivo, alguns dos comportamentos relacionados ao dinheiro que presenciamos quando somos crianças nos marcam profundamente, gerando futuramente traumas financeiros.

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Traumas financeiros na infância

Quando você era criança, alguma vez já acompanhou seus pais ou parentes brigando por causa do dinheiro e das contas a pagar?

Você se lembra de ouvir expressões como “dinheiro não dá em árvore”, “você acha que tenho cara de banco?”, “dinheiro é sujo”, “dinheiro não traz felicidade”?

Essas lembranças, mesmo que inconscientemente, impactam diretamente as suas decisões financeiras na fase adulta.

É comum encontrar pessoas atualmente que tem medos e receios internos.

Como por exemplo, o medo de fazer compras a prazo ou no cartão de crédito, pois anteriormente emprestaram o seu nome ou cartão para algum amigo ou parente que não cumpriu com a dívida.

Outro cenário comum é o de pessoas que já estiveram muito tempo desempregadas e que mesmo com um emprego firme e atual, sentem o peso desse período em suas vidas, o que as impede de tomar decisões que farão sua situação financeira melhorar.

Todos esses pontos, são traumas que nos impedem de crescer, seja financeiramente ou como pessoas mesmo.

Essas experiências passadas refletem diretamente na forma como agimos hoje com o nosso dinheiro.

É preciso ter em mente que o dinheiro tem a função de agregar, melhorar a vida, unir, gerar conforto, melhores condições, estudos, auxilio, enfim, de ajudar como um todo a vida de todo mundo.

Devido a essa grande importância, é preciso desenvolver uma relação saudável com o dinheiro, tendo em mente que ele é um meio para um fim.

Se ao olhar para a sua própria vida financeira, você conseguir identificar alguns destes comportamentos, saiba que você já está no caminho certo.

Identificar e entender os sentimentos que estas lembranças financeiras causam é essencial para rever hábitos e comportamentos.

Depois de entender tudo isso, é preciso ressignificá-los. Mude suas crenças sobre o dinheiro: olhe para ele como um meio para a abundância, riqueza e prosperidade e você verá como as coisas vão começar a mudar na sua vida.

Com os traumas financeiros vindos da infância não é diferente.

É necessário entende-los, revive-los e combate-los, pois somente assim sua mente se abrirá para projetos que lhe acrescentarão muito, não só financeiramente, como pessoalmente.

Quando temos uma visão mais ampla da nossa vida, seja qual for a área, evoluímos como seres humanos e nos tornamos sempre melhores.

Mas afinal, como saber se tenho traumas financeiros vindos da minha infância?

Pois bem, muitos deles são imperceptíveis, mas isso não quer dizer que não estejam lá.

Para reconhece-los, o auxilio de um psicanalista se faz de grande valia, uma vez que esse profissional sabe onde abordar e como reconhecer esses traumas.

Porém, existem alguns traumas financeiros que facilmente conseguimos identificar, basta uma breve reflexão do nosso passado e dos nossos comportamentos atuais relacionados as finanças.

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Pais desorganizados

É comum vermos na nossa infância nossos pais dificuldades em relação a organização financeira, seja com atraso de contas ou o gasto desenfreado.

Isso é um dos traumas financeiros que nós tendemos a levar conosco para a vida adulta.

No final das contas, acabamos não conseguindo nos controlar financeiramente de forma nenhuma, por mais tentemos.

Repetimos os mesmos erros dos nossos pais, pois julgamos que aquela situação é normal e irreversível.

Para entender isso, é preciso aceitar que esses comportamentos não são normais e que basta disciplina e força de vontade para sairmos de situações incômodas.

Desejos recalcados

Aqui entra em cena tudo aquilo que desejávamos quando crianças, brinquedos, roupas, video games, entre outros.

Mas por algum motivo, não pudemos ter tudo isso e acabamos ficando com esse desejo preso dentro de nós.

Muitas vezes não pudemos realiza-los pois a família não tinha condições, ou o dinheiro estava concentrado em outras coisas ou, até mesmo, acabamos ignorados pelo simples fato de sermos crianças.

Esse é um dos traumas financeiros mais comuns.

Muitos adultos, hoje em dia, sofrem com isso, pois acham que não merecem algo ou alguma conquista.

O motivo disso é esse passado em que esse adulto não pode, ou não conseguiu, realizar os seus grandes desejos.

Aliás, vale ressaltar que esse tipo de trauma vai além.

Quando esse adulto se torna pai, ele pode vir a tentar dar de tudo para os seus filhos, levando em conta que não teve essa oportunidade quando criança.

Esse comportamento pode gerar mimos desnecessários, dívidas e comportamentos instáveis.

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Brigas entre os pais

Também é um dos traumas financeiros que mais nos acompanham na vida adulta.

É muito comum na infância, presenciarmos nossos pais discutindo constantemente sobre assuntos relacionados a finanças.

Essas discussões marcam bastante a criança.

E podem gerar traumas que fazem com que a criança se torne um adulto fadado a cometer os mesmos erros.

Ou seja, um adulto que discute sempre devido a temas financeiros.

Só os pobres vão para o céu

Esse é um dos traumas financeiros mais característicos que temos.

Uma das frases mais repetidas e mais erradas de que se tem conhecimento.

A ideia errada de que não é bom ganhar dinheiro, não é bom tentar crescer profissionalmente e pessoalmente.

Tudo isso, porque esses comportamentos não nos farão ir para o céu.

Uma mistura de religião e cotidiano que sempre vão de encontro.

Crianças que ouvem isso demasiadamente na infância, podem se tornar adultos que levam esse pensamento errôneo como um ditado de vida.

Sempre se privando e se poupando de prazeres que pode ter.

Muitas vezes, esses adultos deixam de comprar coisas que precisam por não se julgarem merecedores daquilo.

As decisões que tomamos financeiramente durante a vida não define se somos ou não boas pessoas e que merecemos ou não o céu.

Essas decisões só nos tornam mais humanos. Algumas podem nos fazer perder dinheiro, e isso não quer dizer que é isso que merecemos.

Basta olhar profundamente para dentro de si. Levantar as mangas e buscar a sua felicidade, deixando de lado os traumas financeiros.

Todos nós merecemos a felicidade, seja ela financeira ou não, e só cabe a nós ir em busca dela.

O dinheiro é sujo

Outra frase que costumamos ouvir frequentemente quando somos crianças é que o gosto pelo dinheiro não pode existir, uma vez que ele é “sujo”.

E assim se constrói mais um dos traumas financeiros.

Quando essa criança cresce e torna-se um adulto, mesmo que inconscientemente, ela tende a se autossabotar, perdendo oportunidades de evoluir na vida.

Devido a essa frase que tanto ouviu, esse adulto tem um medo de se envolver na área financeira, o que o impossibilita de alcançar sua prosperidade financeira e evoluir na vida.

Conclusão

Pois bem, vimos que os traumas financeiros são mais comuns do que imaginamos.

E muitos deles acontecem na nossa infância quando, inconscientemente, levamos aprendizados adquiridos nessa época para o resto da nossa vida.

O importante, como eu disse lá em cima, é saber identificar esses pontos e trata-los.

Procurar um psicanalista, que além de poder lhe auxiliar com essa questão mental, também oferecerá caminhos e estratégias para lidar com esse trauma e evoluir financeiramente.

Nossa mente pode ser nossa maior amiga, basta querermos.

E quando o assunto é dinheiro, precisamos mais dela do que imaginamos.

Livre-se dos seus medos e traumas financeiros e evolua como pessoa e profissional. Todos os objetivos estão a uma tomada de decisão de distância.

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